Num
dia qualquer, em que Carlos Eduardo estava em casa, Mariana pede muito ao pai
que lhe conte uma história.
-
Pai conta-me uma história.
-
Não sei contar histórias.
-
Anda lá pai, por favor! – Mariana põe-se de joelhos.
-
Eu conto.
Carlos
Eduardo começa a contar a história a Mariana.
-
Era uma vez uma menina e um menino. A menina vivia numa aldeia perdida na serra
e o menino vivia na cidade.
-
Os avós desse menino viviam nessa aldeia. Um dia os dois se encontraram, mas o
menino era muito envergonhado.
A
menina deu-lhe uma flor que trouxe do campo e deu-lha, e deu-lhe também um
beijo na face do menino. O menino olhou para a menina com olhar terno e
carinhoso.
O
menino deixou de ir aquela aldeia porque os seus avós tinham morrido.
Passados
muitos anos voltaram a reencontrar-se.
A
menina que hoje é uma mulher viu-o sozinho, numa esplanada à beira- mar e
sentou-se ao pé dele.
-
Porque é que um homem tão lindo e charmoso, está aqui sozinho?
-
Lindo, eu não sou, muito menos charmoso.
Ficaram
ali a conversar horas, depois dias, até não conseguirem viver um sem o outro.
Houve
um dia, que ela lhe contou, - eu conheci-te quando eramos meninos lembras-te
que eu dei-te um beijo e uma flor, eras muito envergonhado, sabias.
O
menino, que hoje é um homem disse que não se lembrava, mas ela nunca se
esqueceu do olhar do menino.
Continuaram-se
a encontrar, durante muito tempo, até que um dia a menina que hoje é uma mulher
contou que vivia com uma pessoa e tinha dois filhos, mas é a ti que eu amo,
amo-te perdidamente com todas as forças que eu tenho, és o amor da minha
infância e nunca te esqueci.
A
menina chamava-se Rosa e o menino Bernardo.
O
primeiro filho de Rosa chamava-se Bernardo porque ela nunca se esqueceu do seu
grande amor, o amor da sua vida.
O
homem com quem vivia Rosa era ciumento e obcecado.
O
homem que vivia com Rosa tentou de tudo para acabar com os dois. Nunca
conseguiu porque o amor dos dois era mais forte do que tudo.
Passado
vários meses, ela consegue separar-se da pessoa de quem vivia. Bernardo foi
viver para a casa de Rosa, fartaram-se de passear, de se amar, mas a pessoa com
quem vivia antes não desistia, utilizava os filhos para atingir Rosa.
Rosa não desistia facilmente do seu amor de
infância.
Os
filhos de Rosa também gostavam muito do Bernardo e ele era muito divertido e
brincalhão.
Os
dois viveram felizes durante toda a vida, Bernardo sempre tratou os filhos de
Rosa como se fossem dele.
Bernardo
dizia muitas vezes, és a Rosa mais bela de todas a rosas.
És
a mulher dos meus sonhos.
Fim
João
Telo
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