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A esperança continua

  Um dia Carlos Eduardo almoça com Maria Eduarda e ela convida-o para passear, mas Carlos Eduardo diz que não porque prefere ler.
- Gostas de ler, pergunta Maria Eduarda?
- Sim, gosto muito.
- É sobre o quê?
- Sobre os templários?
- Já estou a ver que gostas de história?
- Sim, gosto muito.
- Eu cá não gosto muito de ler, prefiro mais ouvir música.
- Não sabes o que estás a perder, com um livro podes viajar, com a tua imaginação, podes conhecer o mundo sem sair do sofá, o passado e o presente, é o teu melhor professor e o teu melhor amigo.
- Vou começar a ler também, com a tua explicação tão convincente. Que livro me aconselhas?
- “As palavras que nunca te direi” ou as “pontes de madisson county”, agora escolhe que eu te empresto qualquer um.
- Qual me aconselhas, primeiro lês “as palavras que nunca te direi” e vais adorar tenho a certeza absoluta.
- Então traz
- Trago-te já amanhã.
Assim fez Carlos Eduardo, no dia seguinte levou-o livro e entregou a Maria Eduarda.
Passado algumas semanas os dois tiveram de formar um grupo para um trabalho que lhes era pedido, fazer um roteiro `a escolha.
Os dois escolheram fazer uma viagem a Inglaterra e à Escócia, começava em Londres, passava por Oxford, stratford- uppon-avon, York, Durham, já Escócia, Edimburgo, Glasgow, loch lomond, stirling, passeio de barco no lago windermere e Liverpool.
- Carlos Eduardo pensava com os seus botões, quem me dera fazer esta viagem com a mulher mais bela do mundo, Maria Eduarda.
Os dois trabalhavam bem em equipa, faziam uma grande dupla, Carlos Eduardo era mais responsável, mais cauteloso, Maria Eduarda verdadeira, genuína. Notava-se que ali havia uma química, os dois completavam-se.
Um dia Carlos Eduardo pergunta a Maria Eduarda.
- Precisava da tua opinião?
- Já sabes que podes contar sempre comigo.
- O meu relógio deu as últimas e precisava que me ajudasses a escolher.
No dia seguinte foram à loja e Maria Eduarda ajudou Carlos Eduardo na escolha do relógio.
Maria Eduarda telefonava todos os dias para Carlos Eduardo, se algum dia não telefonasse ele sentia a sua falta. Maria Eduarda tinha uma voz doce, meiga, carinhosa e melodiosa, perguntava muitas vezes.
- Não te esqueças de trazer portátil ou vais almoçar lá e fazes-me um grande favor?
- Carlos Eduardo perguntava qual?
- Podias-me levar hoje a casa?
- Sim claro, por ti faço te todos os favores que tu pedires.
- Isso é um sim.
- É mesmo.
Quando chegou à aula Carlos Eduardo mostrou-lhe o relógio novo no pulso e disse.
- Que tal está no meu pulso.
- Fica-te super bem.
Nesse mesmo dia Carlos Eduardo pergunta a Maria Eduarda.
-Queres que te leve a casa?
- Maria Eduarda responde, pode ser.
Durante o caminho Maria Eduarda ia falando com Carlos Eduardo e fez-lhe um elogio.
- Tens uma boa condução, calma, tranquila, serena, vais sempre na mesma velocidade és um bom condutor.
Carlos Eduardo ficou deliciado com tamanho elogio vindo de Maria Eduarda, que ele estava apaixonado.
Houve um dia, que Maria Eduarda estava atrapalhada e pediu a Carlos Eduardo um favor.
- Preciso de um grande favor teu?
- Diz qual é?
- Preciso hoje que me leves a casa.
- Olha não sei se me pedires com jeitinho.
- Maria Eduarda não gostou da brincadeira.
- Está bem eu levo-te.
- Muito obrigado, salvaste-me o dia.
- Os pedidos são ordens.
Num dia da semana os dois combinaram uma ida ao cinema, o filme era “ King Kong, A ilha da caveira”, tinham combinado para sábado à tarde às 15h 30m.
Carlos Eduardo foi busca-la a casa nesse sábado à tarde, durante o caminho falaram imenso sobre vários assuntos, chegando ao cinema compraram os bilhetes, a seguir Maria Eduarda quis ir comprar pipocas, Carlos Eduardo não ligava. Nas cenas mais assustadoras agarrava-se a Carlos Eduardo, Maria Eduarda sentia-se mais protegida ao lado dele. No final do filme jantaram no shopping e depois Carlos Eduardo levou-a casa.
Noutro dia qualquer Maria Eduarda telefonou para Carlos Eduardo para combinarem alguma coisa.
- Carlos Eduardo
- Sim, sou eu mesmo.
- Daqui, Maria Eduarda.
- Olá, tudo bem coisa mais linda
- Olha telefonei-te para combinarmos a ida um bar.
- Para quando, a que horas e onde?
- Pode ser hoje às 16h, na esplanada do alex.
- Combinado.
Carlos Eduardo arranja-se para encontrar a sua pessoa amada, o encontro que sempre desejou está prestes acontecer.
Carlos Eduardo chega atrasado ao encontro.
- Desculpa por ter chegado atrasado, mas hoje é impossível de chegar aqui hoje.
- Não faz mal, não te preocupes.
- O que vais pedir? Pergunta Maria Eduarda
- Pode ser uma água.
- Para mim uma Cola.
Os dois fizeram os seus pedidos.
- Pedi para que visses aqui para te dizer uma coisa.
- E qual é?
- Olha para o Sol, que lindo ele está hoje.
- Sim, tens razão.
- Mas olha com mais atenção e vais ver a beleza que ali está.
Carlos Eduardo responde a estas perguntas olhando para o sol. Quando se vira dá de caras com Maria Eduarda, fica então encadeado pelo sol e não vê à sua frente Maria Eduarda, a tentar beija-lo. As suas duas línguas juntaram-se naquela boca ardente de desejo, os seus olhos brilhavam de contentamento, os ponteiros do relógio pararam, o tempo parou para os dois.
As pessoas que estavam nas mesas à volta não paravam de olhar, duas pessoas tão apaixonadas, notava-se ali uma grande paixão, havia uma enorme química entre os dois. Quando pararam de se beijar receberam uma grande salva de palmas.
Ficaram os dois a olhar um para o outro durante vários minutos em silêncio, parecia uma verdadeira eternidade o tempo que ficaram a olhar um para o outro.
- Sempre te amei, sempre te achei uma beldade, és linda, és tudo para mim, quero-te para todo sempre.
Os dois ficaram a olhar um para outro a conversarem sobre os dois, sobre a paixão avassaladora que os unia.
João Telo

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