Era um dia quente, Maria Eduarda estava
a ler o livro que Carlos Eduardo lhe tinha emprestado e não conseguia parar de
o ler, parecia viciante, só tinha olhos para aquele livro e para ele.
- Carlos adoro o teu livro ele é
viciante, ainda bem que me aconselhaste para ler, ele é tão romântico, que
choro ao lê-lo, as lágrimas correm-me pela face, pareço uma Madalena.
- Eu só te dou os melhores livros
para ler, aqueles que eu sei que tu vais adorar.
- Carlos Eduardo tinhas toda a razão
nós viajámos quando lemos um livro, usamos toda a nossa imaginação e eu não
consigo parar de ler.
- Quando queres que eu te entregue?
- Quando tiveres acabado de o ler.
Num dia também quente os dois foram
passear pela praia, foram ver o mar e ficaram até ao crepúsculo.
- Não é lindo ver o sol a pôr se, a
cada minuto que passa o sol vai se escondendo? Pergunta Maria Eduarda
- Sim, é verdade e o dia vai dar
lugar à noite.
- Será que o sol namora com a lua e
só neste momento é que se encontram.
- Estás a ficar com muita imaginação.
- A culpa é toda tua, puseste-me a
ler e escolheste logo o livro mais romântico.
- Sim, graças a mim ficaste com
bichinho da leitura.
- Sei de um pôr-do-sol muito melhor
do que este.
- Ai sabes e não me contavas!
- Estou a contar te agora.
- Um dia qualquer levas-me lá?
- Claro que sim que te levo e ainda
te faço várias surpresas.
- E quais?
- Não te posso dizer, assim deixa de
ser surpresas.
Carlos Eduardo e Maria Eduarda riam-se
os dois às gargalhadas, entendiam-se perfeitamente, existia ali uma química
entre os dois.
Maria Eduarda entrega o livro a
Carlos Eduardo, fica triste com o final do livro.
- É uma grande história de amor, de
paixão.
- A personagem principal morre no fim
e todas aquelas cartas de amor que ele atirava para o mar em garrafas fechadas,
um livro super romântico.
- Eu sabia que não te ia desiludir.
Num fim-de-semana prolongado, Carlos
Eduardo leva Maria Eduarda a um passeio, só os dois, a surpresa que Carlos
Eduardo tanto tinha falado.
- Vais-me levar a passear, para onde?
- Não te digo, só te digo uma coisa
que vais ver o pôr-do-sol mais lindo do mundo.
- Ai sim, assim fico contente.
Chega o dia da surpresa, Carlos
Eduardo e Maria Eduarda preparam o carro para a viagem.
Maria Eduarda foi toda a viagem na
expectativa para saber onde Carlos Eduardo a levava, demoraram três horas mas
chegaram ao destino.
- Já sei para onde me levas, levas-me
para Miranda do Douro.
- Viste na placa
- Sim, foi.
- Se a surpresa fosse comigo também
descobriria assim.
Carlos Eduardo e Maria Eduarda
almoçaram lá, num restaurante bem famoso, por aquelas bandas. Depois do almoço
foram ver o Douro Internacional.
Os dois entraram num barco com um
tecto em vidro. Maria Eduarda estava sentada, de mãos dadas ao lado de Carlos
Eduardo.
- Parece que estás com medo? Pergunta
Carlos Eduardo
- Por acaso estou.
- Não estejas com medo, comigo estás
com Deus?
O barco começa a andar e os dois
começam a ver as magnificas paisagens das arribas do douro.
Maria Eduarda está adorar o passeio
que Carlos Eduardo planeou.
- Carlos Eduardo sabes uma coisa és o
homem mais belo do mundo, mais querido do mundo e mais inteligente do mundo.
Estou adorar a tua surpresa.
- Ainda bem que gostas, foi surpresa
pensada só para ti minha bela adormecida, acho que exageraste um bocadinho
quando disseste que eu era o mais inteligente.
- Se sou a tua bela adormecida, tu és
o meu príncipe encantado.
O barco parou para tirarem fotos e
Carlos Eduardo aproveita para tirar imensas fotos para mais tarde recordar
aquele dia.
- Nunca tinha visto nada igual, tira
fotos destes pássaros e destas magníficas paisagens que parecem que foram
esculpidas pelo homem.
Acabou o percurso de barco, Carlos
Eduardo leva Maria Eduarda para outra surpresa.
-Vês não tiveste medo.
- Contigo ao meu lado és o meu anjo.
- E agora para onde vamos?
- Outra surpresa
- Tu e as tuas surpresas.
- Não gostaste da outra.
- Gostei e muito.
Estão os dois a chegar ao destino,
quase com o sol no crepúsculo.
- Anda, Maria Eduarda corre.
- Porque tenho de correr.
- Não queres ver a tua surpresa!
- Sim quero, não sabia que tinha que
passar por estes sacrifícios.
Maria Eduarda não gostava de correr e
ainda por cima num caminho de terra batida.
- Vês é esta a minha surpresa.
- És um amor Carlos Eduardo, és um
fofo.
- Este não é o melhor pôr-do-sol do
mundo. O sol a encontrar-se com a serra e com as eólicas.
- Tens razão, também acho
Os dois beijaram-se enquanto o sol se
punha. Hoje foi o melhor dia da minha vida, adorei as tuas surpresas, nunca
conheci nenhum homem como tu Carlos Eduardo. Os dois voltaram para casa, depois
daquele dia que nunca mais os dois se vão esquecer.
João Telo
Estou a adorar esta história!:)
ResponderEliminar