Mariana
tinha neste momento três anos, era uma menina traquina, brincalhona.
Um
dia Carlos Eduardo chega do trabalho e vê Mariana e Maria Eduarda, Mariana a
brincar e Maria Eduarda a fazer o jantar. Mariana quando vê o pai, larga os
brinquedos e corre para os braços do pai e dá-lhe imensos beijinhos.
-
Olá minha pimpolha querida anda para o meu colo. Como são as vistas
daqui de cima, são boas não são.
-
Sim, pai daqui vê-se tudo.
-
Minha bela adormecida como foi o teu dia?
-
Foi um bocado cansativo, mas quando tu chegas tudo passa.
Carlos
Eduardo deu-lhe um beijo na testa a Maria Eduarda e Mariana pousou-a no
chão. – Vou pôr a mesa enquanto preparas o jantar.
-
Vai para o chão Mariana vai brincar.
-
Pai contas me uma história para mim.
-
Não sou bom contador de histórias, mas para a minha pimpolha eu conto.
-
Os três jantaram, era massa cortada com carne, Carlos Eduardo em vez de comer
brincava com a massa, soprando para Mariana e ela fazia o mesmo, quem não
estava a gostar da brincadeira era Maria Eduarda.
-
Não sei qual de vocês os dois é o pior, se o pai se a filha, mas continua assim
e ficamos aqui até tarde.
-
Tens razão Mariana vamos mas é comer.
Depois
de comerem, Mariana foi ver televisão, Carlos Eduardo e Maria Eduarda
levantaram a mesa. Maria Eduarda ficou a lavar a louça enquanto Carlos Eduardo
começou a contar a história de encantar.
-
Mariana, vamos dormir.
-
E a história que me prometeste contar!
-
Claro que conto, eu prometi-te.
Mariana
ficou mais contente e Carlos Eduardo começa-lhe a contar a história.
-
Era uma vez uma égua linda que teve um lindo potro.
-
O que é uma égua e um potro?
-
Égua é a mulher do cavalo e o potro são os cavalos mais novos.
-
A mãe chamava-se tempestade e o filho vento, os dois eram livres, a mãe era
linda.
O filho foi crescendo
sempre com a protecção da mãe, sempre correndo livremente, sempre procurando os
melhores pastos
-
O que são pastos?
-
É a erva.
-Por
vezes os dois desciam para procurar outros pastos, mas havia já um grupo de
cavalos que tinha o seu território e não os deixava lá entrar. Por vezes havia
conflitos e aí aparecia o pai a defender o filho.
Aqui
Carlos Eduardo reparou que a Mariana estava a dormir e Maria Eduarda também
ouviu a história atrás da porta.
-
A Mariana já adormeceu.
-
Sim, caiu logo no sono mal a história começou, estive aqui a ouvir a tua
história e onde vais arranjar estas ideias todas?
-
À minha cabeça
-
Carlos Eduardo amo-te, amo-te, amo-te.
-
Também te amo muito, muito, muito mesmo.
-
Vou levar a Mariana para a cama.
Depois
de levar a Mariana para a cama, Carlos Eduardo e Maria Eduarda deram um beijo
de boa noite e foram dormir.
-
Gosto muito dos teus beijos de sabor a chocolate.
-
Ai sim, eu também. Afirmava Maria Eduarda
Os
dois deitaram-se e dormiram. No dia seguinte acordaram e tomaram o
pequeno-almoço, vestiram a pequena Mariana e mais um dia de trabalho.
-
Pai hoje contínuas a contar a história.
-
Sim, eu continuo.
No
dia seguinte à noite, Carlos Eduardo continua a contar a história a Mariana.
-
Pai, vais continuar a história?
-
Sim, vou Mariana.
Carlos
Eduardo começa a contar a segunda parte da história a Mariana.
-
A maior ameaça era do homem, não queria que eles fossem livres. Queria
apanha-los e domestica-los.
-O
que é domesticá-los?
-
Tirar a liberdade dos cavalos, deixarem de ser livres, deixarem de ser
selvagens.
-
Uma vez o homem, apanhou o vento, mas logo a mãe veio em seu auxílio e
conseguiu salvar o filho das garras do homem.
- No
Inverno era difícil encontrar bons pastos porque estava tudo coberto de neve,
tinham de procurar comida noutros locais, mas nessa altura não tinham a
preocupação da ameaça do homem.
-
O Inverno passou e o homem apanhou muitos cavalos e um deles era a mãe.
O
homem para conseguir domesticar um cavalo bate-lhes muito, com o chicote.
-O homens são muito maus.
- Pois são, mariana.
Todos
esses cavalos foram a leilão, a mãe também foi. Um homem levou-a para sua casa,
não ficou lá muito tempo porque o filho foi salvá-la. A mãe saltou a cerca que
o homem tinha construído e o homem ficou danado porque perdeu o dinheiro que
tinha gasto no leilão.
A
mãe e o filho viveram sempre livres, sempre em liberdade.
Fim
Mariana
adorou a história que o pai lhe contou.
-
És o melhor pai do mundo.
-
E tu és a melhor pimpolha do mundo.
-
Vai dormir Mariana que está na hora. Maria Eduarda chamava a filha para dormir.
Mariana
foi dormir, Carlos Eduardo e Maria Eduarda os dois também foram-se deitar e
enquanto os dois se despiam, Maria Eduarda conta a Carlos Eduardo uma novidade.
-
Tenho uma coisa para te contar.
-
O que é?
-
Vais ser pai mais uma vez.
Carlos
Eduardo salta de contentamento.
-
Agora posso seguir a tua gravidez, vou estar mais perto de ti
-
Estou gravida de quatro meses.
Os
dois se beijaram e deitaram-se, Carlos Eduardo não pensava noutra coisa na
vinda de mais um filho.
João
Telo
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