Era
uma noite de trovoada, já estavam todos deitados quando caiu o primeiro trovão,
Mariana dá um salto da cama e corre para a cama do pai.
-
Pai tenho medo da trovoada!
- Anda, para aqui que o pai protege.
-
Vou dormir contigo, pai!
-
Vamos os dois minha pimpolha, que amanhã temos de acordar cedo.
No
dia seguinte Carlos Eduardo tinha algo em mente, estava na altura de dar o
próximo passo, pedir em casamento Maria Eduarda.
Nesse
mesmo dia vai a várias joelharias escolher um anel, vai a uma e vê um anel que
lhe agrada muito, mas prefere pelo fim do mês, para o levar.
Mariana
entra para o infantário.
-
Mariana, amanhã vai ser o teu primeiro dia no infantário, vais conhecer muitos
e novos amiguinhos e amiguinhas e aprender coisas novas. Comentava Maria Eduarda
Mariana
estava entusiasmada pelo seu primeiro dia.
-
Como te chamas?
-
Chamo-me Miguel.
-
Eu chamo-me Mariana. Também é o teu primeiro dia?
-
É.
Ficou
logo ali uma grande amizade, uma amizade para toda a vida.
No
final desse dia, ao jantar, Carlos Eduardo e Maria Eduarda perguntam a Mariana
sobre o seu primeiro dia.
-
Gostaste do teu primeiro dia? Pergunta Maria Eduarda
-
Sim, gostei muito.
-
Fizeste algum amiguinho.
Sim,
fiz.
Chegou
o final do mês e Carlos Eduardo foi à joelharia, escolher o anel e comprou-o.
Nesse
dia foi buscar a Mariana ao infantário e contou-lhe que queria fazer uma
surpresa à mãe.
- No
domingo vamos passear e eu vou fazer uma surpresa à tua mãe. Posso contar
contigo Mariana.
Mariana
abana a cabeça. – Sim, pai podes.
No
domingo saem todos em passeio e passam pelo Palácio de Cristal. Quando estavam
olhar para o rio Douro.
-
Maria Eduarda quero te fazer um pedido.
-
Diz Carlos Eduardo, qual é.
-
Mariana dá-me aquela caixinha que está no meu bolso.
-
Obrigado, Mariana
-
“Amo-te
com toda a lucidez, e não apenas com paixão e isso, pelo menos é real, existe e
resiste a tudo o resto.”
Miguel
Sousa Tavares
Maria
Eduarda queres casar comigo, foi aqui onde tudo começou.
-
Apanhaste-me de surpresa meu príncipe, és o homem mais romântico que eu já
conheci.
Maria
Eduarda coloca o anel no dedo.
-
É bem lindo, muito lindo, foste tu que escolheste
-
Sim, fui.
-
Eu aceito casar contigo.
O
príncipe e a sua bela adormecida beijaram-se e ela chorou de alegria e Mariana
também se juntou ao abraço.
-
Temos uma novidade para te contar Mariana.
-
Mariana vais ter um mano.
Mariana
ficou entusiasmada por vir a ter um irmão.
Mariana
no dia seguinte contou ao amigo do infantário a boa nova.
-
Miguel vou ter um mano.
-
Que bom, vais poder brincar com ele.
-
Gostei muito desta novidade, e o meu pai pediu a minha mãe em casamento. Sabes
como se tratam os dois?
-
Não
-
Como na história da bela adormecida, a minha mãe é a bela adormecida e o meu
pai é o príncipe.
-
Na minha casa não é assim os meus pais passam a vida a discutir.
-
E porquê?
-
Não sei. Às vezes tapo os ouvidos para não os ouvir.
-
Em minha casa isso não acontece, o meu pai só quer ver a minha mãe feliz e a
mim também. O meu pai até me conta histórias para eu adormecer à noite, vais
ver que os teus pais se vão entender.
Mariana
acabou o dia no infantário, os dois amiguinhos despediram-se com um beijo na
face como dois adultos se tratassem. Carlos Eduardo foi buscar a Mariana ao
Infantário.
-
Quem é aquele menino?
-
É o Miguel um amigo meu.
-
Não será antes teu namorado.
-
Não, pai.
João
Telo
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