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Primeiro Namoro

Maria Eduarda estava entusiasmada, com o lugar que Carlos Eduardo tinha escolhido para o casamento.
- O Carlos Eduardo levou-me para um lugar lindo, cheio de ar puro, lindas paisagens.
- Homens como Carlos Eduardo há poucos, ama-te imenso, faz-te imensas surpresas, é um bom pai. É um homem que sabe satisfazer uma mulher e poucos são os que sabem fazer uma mulher feliz.
- Tens toda a razão, ele é a razão do meu viver, preciso dele, como da água para viver, ele é a minha outra metade da minha laranja, não consigo viver sem ele.
- Para quando é o casamento?
- Ainda não decidimos, mas queremos casar e depois baptizar o pequenote que vem aí a caminho e a Mariana também.
- Vai ser um casamento em grande, e do teu marido espera-se sempre uma surpresa.
- Isso é verdade, não sei qual será a surpresa, mas deve ser boa.
- Vais descobrir quando chegar o grande dia.
- Até tremo, só de pensar.
- Não penses. Queres tomar um chá.
- Sim, quero.
Maria Eduarda e Luísa foram preparar o chá para a cozinha. Enquanto preparavam o chá, o pequeno que estava na barriga da mãe, decide vir ao mundo.
- Luísa, vamos para o hospital depressa, que o pequenote quer nascer.
- Vamos sim, quando chegarmos lá, telefono ao Carlos Eduardo.
- Pede a ele para trazer tudo o que preciso.
Foram as duas a correr para o hospital.
- Estou a telefonar para o Carlos Eduardo, ele está atender.
- Olá, Carlos Eduardo
- Olá, Luísa tudo bem contigo.
- Sim, telefonei-te para dizer que estamos no hospital.
- O que se passa?
- O teu pequeno quer nascer.
- Vou já para aí.
- Traz o que a Maria Eduarda precisa.
- Sim. Eu vou a casa buscar, as coisas e depois vou ao infantário.
Enquanto isso, Mariana e Miguel eram cada vez mais confidentes.
- Mariana, a minha mãe se divorciou-se do meu pai, ele discutia com a minha mãe porque ele andava com outra mulher.
- Como sabes isso?
- A minha mãe apanhou-o com outra e a partir desse dia, nunca mais foi lá a casa.
- Agora só estás tu e a tua mãe?
- Não.
- Quem mais?
Neste preciso momento Miguel agarra-a pelo braço e beija-lhe os lábios.
- Queres namorar comigo?
- Sim, quero.
- Agora és importante para mim, vives no meu pensamento, já vivias, mas agora vives mais.
- Está ali o meu pai!
- Vou ter com ele e ver o que se passa.
- Vou ter que sair mais cedo, o meu mano vai nascer.
- Vai lá.
Pai e filha foram a correr para o hospital. Chegados ao hospital encontraram Luísa, amiga de Maria Eduarda.
- Olá, Luísa tudo bem contigo.
- Sim, está obrigado, a Maria Eduarda?
- Já está na sala de partos.
- Queria tanto estar ao pé dela.
- Mariana cresceste tanto, estás grande desde a última vez que te vi.
Os três sentaram-se na sala de espera, até terem notícias de Maria Eduarda.
- Hoje pediram-me em namoro, pai.
- Ai, sim quem!
- Aquele menino que viste uma vez.
- Eu disse logo que ia haver, namorico um dia, e tu aceitaste.
- Sim, eu aceitei.
- Ele deu-me um beijo e depois pediu-me em namoro.
- Quando foi isso.
- Foi hoje.
- Hoje é um dia cheio de acontecimentos para ti.
- A mãe como estará?
- A mãe está na sala de partos a ter o mano para tu brincares com ele, para tu ensinares tudo o que aprendes na escola. Vais fazer isso não vais?
- Vou, Pai.
- Olha, vem ali alguém para nos dar as boas novas.
- É o pai da criança que acabou de nascer.
- Sim, sou.
- Tem um filho, com 3,5 Kg e 49 cm é saudável, neste momento a sua mulher está a descansar e o seu filho já pode vê-lo.
Carlos Eduardo e Mariana foram ver o pimpolho mais novo.
- O mano é o mais lindo destes bebés, é o meu mano.
- Qual o nome que vamos dar ao mano?
- Diogo.
- Vai-se chamar Diogo e a mãe vai concordar, de certeza.
Foram ver Maria Eduarda.
- Como está a minha bela adormecida.
- Cansada, meu príncipe
- Mãe, já vimos o mano ele é lindo e vai-se chamar Diogo.
- E ninguém pediu a minha opinião. Comentava Maria Eduarda
- Que achas de Diogo?
- Sim, gosto muito.
- Foi a Mariana que escolheu.
- Fica, Diogo.
Deixaram Maria Eduarda a descansar.



João Telo

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