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Casamento de Sonho

Passados um ano, de marcarem o casamento, chegou o grande dia, que tanto esperavam.
- Carlos Eduardo, o nosso dia está a chegar.
- Sim, Maria Eduarda temos que nos preparar, o nosso dia está a chegar.
Puseram-se a caminho, Maria Eduarda e Carlos Eduardo, junto com os seus pimpolhos.
- Mariana vamos, tens tudo pronto.
- Já estou pronta, pai.
- Estamos todos prontos. Dizia Maria Eduarda
Chegados à aldeia, ficaram em casas separadas porque segundo a tradição dá azar o noivo, ver o vestido da noiva antes do casamento.
- Carlos Eduardo vais ficar nesta casa, que eu fico numa ali em baixo.
- Está certo, amor da minha vida.
Carlos Eduardo ficou com um casal, já de idade, que tinha os seus filhos, a viver em Lisboa e outros na Alemanha.
- Olá, bom dia! Dizia Carlos Eduardo.
- Bom dia! Quer um copo de vinho.
- Não, obrigado.
- Olhe, não se acanhe.
Carlos Eduardo deu uma volta pela casa, e atrás da casa tinha um cavalo lindo.
- Tem ali um bom cavalo.
- Sim, todos os dias vou dar uma volta com ele.
- Se me puder emprestar, vou fazer uma surpresa, no dia do casamento.
- E o senhor sabe montar?
- Sei, sim.
- Ande com ele aqui atrás de casa, que ninguém o vê.
- Sim, vou andar.
Carlos Eduardo andou a cavalo num terreno atrás da casa, e combinou com o dono do cavalo, a surpresa que queria fazer a Maria Eduarda.
- Posso contar consigo, em emprestar o cavalo?
- Claro que pode contar comigo, esteja à sua vontade.
Chegou o grande dia do casamento, Maria Eduarda, andava atarefada, a por se bonita para Carlos Eduardo. Tinha uma cabeleireira para ajudar.
- Quero ser a mais bela do casamento, para o meu príncipe, para ele só ter olhos para mim.
- Isso vai ser, a mais bela, prometo-lhe.
- Estão-lhe a bater à porta?
- Deve ser a minha amiga, Luísa.
Era Luísa, que estava a bater à porta, vinha para ajudar Maria Eduarda a vestir Mariana e Diogo.
- Olá!
- Olá, Luísa!
- Estás linda, Maria Eduarda vais ser a mais bela do casamento.
- Sou a noiva, claro que sou a mais bela.
- Mariana ainda não te vestiste. Vou por o teu mano lindo e depois trato de ti.
Foram as duas para a igreja, a noiva ia atrasada, como manda a tradição.
- O Carlos Eduardo ainda não chegou.
- Ainda não, vai lá ver com os teus próprios olhos.
- Revirei, tudo e não estava lá.
- Eu chego atrasada e ele ainda não chegou, não estou a gostar da brincadeira.
Catarina estava entre os convidados e já pensava:
- O Carlos Eduardo desistiu do casamento, é a minha última oportunidade.
Maria Eduarda pensava o mesmo, e estava muito nervosa, mas Luísa acalmava-a.
- Não sabes como é o teu Marido, ele está sempre a inventar surpresas.
- Ele vai-me ouvir, quando o apanhar, ele vai querer fugir, já estamos aqui à espera do menino, vai para 15 minutos.
- Olha quem vem ali!
- Não, não pode ser!
- Mas é.
As lágrimas começaram a correr pelo rosto de Maria Eduarda, a ansiedade, deu lugar à emoção, era Carlos Eduardo montado num cavalo branco, como num conto de fadas, da bela adormecida.
Carlos Eduardo desceu do cavalo.
- Eu sou o teu príncipe, que te venho salvar, minha bela adormecida.
- Carlos Eduardo, amo-te nunca me desiludiste, esta tua surpresa, deixou-me com o coração apertado. És o meu príncipe.
- Pensavas que ia-te abandonar no altar, nunca amor da minha vida.
- Vamos entrar os dois.
- Vamos.
Todos os convidados que assistiam, aquela magnífica surpresa, aplaudiam. Os dois entraram de braço dado.
Catarina pensava. – Perdi o Carlos Eduardo para sempre.
- Todos os nossos convidados adoraram a tua surpresa.
- Ontem, é que me lembrei de fazer esta surpresa para ti.
- Depois, contas-me melhor.
Os dois chegaram ao altar e a menina das alianças como combinado era a Mariana.
- Carlos Eduardo
- Promete amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, ser fiel.
- Sim.
- Maria Eduarda.
- Promete amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, ser fiel.
- Sim.
Depois do casamento foram para o copo de água.
- Isto é muito lindo, quem escolheu este lugar para o vosso casamento? Perguntava Catarina.
- Foi o Carlos Eduardo.
- Ele é um homem de bom gosto.
- Sim, está sempre a surpreender-me, por isso é o amor da minha vida e o pai dos meus filhos.
Os convidados tiraram ali mesmo fotografias, para mais tarde recordarem.
Os dois noivos tiraram noutro lugar, no ponto mais alto da aldeia.
- Estas fotos vão ser as melhores e mais lindas, nunca mais vamos esquecer, deste dia.
- Serás sempre o meu príncipe.
- Tu a minha bela adormecida.
- Si le but de ma vie est la rechercher du bonheur, alors tu es tout ma vie, je t’aime.
- Je t’aime, mon amour.



João Telo

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