Num fim-de-semana, do final de
Novembro, havia previsão de neve e Maria Eduarda, queria ir ver a neve.
- Este fim-de-semana, vai nevar,
podíamos levar a Mariana e o Diogo, para ver a neve.
- Boa ideia, este fim-de-semana, fica
combinado.
Na sexta-feira à noite saíram, para
ver a neve.
- Maria Eduarda, o carro está pronto, está
tudo no carro.
- Nós, também estamos.
- Mãe para onde, nós vamos?
- Vamos ver a neve.
- Uau, eu vou ver pela primeira vez,
aposto que o Miguel nunca viu.
- Um dia o Miguel vai ver.
Lá foram todos, em viagem ver a neve,
Mariana estava em pulgas, para ver a neve. Passou a viagem toda a fazer
perguntas sobre a neve.
- Como será a neve?
- Dizem que é fria e branca.
- Isso, eu já sei, pai.
- Vais fazer muitas brincadeiras,
vais-te divertir muito.
Chegados à aldeia, já era noite alta,
Mariana e Diogo já estavam cansados.
- Os nossos dois pimpolhos já dormem,
Maria Eduarda.
- Deixa-os dormir, vou deita-los, enquanto
tiras as coisas.
- Eu trato disto. Dizia Carlos
Eduardo
No dia seguinte, Mariana acorda e
olha para a janela, estava a nevar.
- Acorda, acorda, acorda, Pai.
- Que foi Mariana?
- Está a nevar, pai.
-Vamos levantar,anda tomar o
pequeno-almoço e depois vamos ver a neve.
- Eu ia assim como estou, pai.
- Apanhavas uma constipação daquelas.
- Vai, ver a neve a cair, na janela.
Vais ver que vais gostar.
Mariana foi ver a neve, a cair.
Carlos Eduardo e Maria Eduarda levantaram-se para preparar o pequeno-almoço.
- Vamos tomar o pequeno-almoço,
Mariana traz o Diogo!
- Já estou a ir, pai.
- Mariana fica ali, eu fico aqui, o
teu pai e o mano sentam-se naquela ponta da mesa.
Mariana comia depressa para ir ver a
neve, para ir brincar com a neve.
- Mariana estás a comer com tanta
pressa, parece que vais para o comboio.
- Quero ir brincar com a neve.
- Olha que a neve não foge.
- Pode derreter, pai.
- Não derrete, não, come com calma.
Mariana acabou de comer e foi se
vestir, para ir brincar na neve, ia bem agasalhada.
- Já estou pronta, pai.
- Então, vamos.
- Eu, depois vou lá ter. Dizia Maria
Eduarda
Pai e filha brincavam com a neve,
pegavam em pedaços de neve e depois faziam bolas de neve.
- Olha, Pai. Carlos Eduardo tinha
acabado de levar com uma bola de neve.
- Mariana, também vais levar com uma.
Maria Eduarda tinha acabado de
chegar.
- Não sei qual é o pior, se o pai se
a filha.
- Maria Eduarda, já chegaste.
Diogo já tinha três anos, já pegava
na neve e atirava ao pai.
- Carlos Eduardo olha o que o Diogo
está a fazer, melhor dizendo o que ele vai fazer?
- Vai atirar com uma bola de neve,
para o pai.
- Vai, mesmo. Dizia Maria Eduarda
Carlos Eduardo agarrou num bocado de
neve e atira a Maria Eduarda.
- Maria Eduarda olha para aqui.
- Vais ver com quantos paus se faz
uma canoa. Toma com uma, que é para aprender.
No final de tanta brincadeira, os
dois se beijaram como se não houvesse amanhã.
- Maria Eduarda, o meu coração
pertence-te, serás sempre a minha bela adormecida, amo-te.
E, tu és o meu príncipe, o amor da
minha vida, és metade da minha laranja.
Todos foram para casa já cansados.
- Mariana estás cansada.
- Não, pai.
- E, gostaste de brincar com a neve.
- Sim, diverti-me muito, pai.
- A tua mãe, também se divertiu
muito.
Mariana dormiu essa noite como um
anjo e sonhava com as brincadeiras com o pai.
No dia seguinte, viajaram de volta,
aquele fim se semana, já tinha passado.
- Já arrumaste tudo, Carlos Eduardo
- Já arrumei tudo, está tudo no
carro. Já podemos ir.
- Ainda não! Ainda falta uma coisa.
Maria Eduarda foi a correr, buscar algo
que faltava.
- Pai, a mãe vem aí.
- Está tudo, não falta nada.
- Pode arrancar
Partiram todos, em viagem de regresso
a casa, e Mariana com uma história, para contar.
João Telo
Gostaria de ter a oportunidade de apreciar a neve, deve ser incrível! 👏👏👏👏👏
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