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Noite de núpcias

Carlos Eduardo e Maria Eduarda despediam-se de todos os convidados, o casamento estava acabar, os dois eram agora marido e mulher.
- Adeus, Catarina gostaste do nosso casamento.
- Aquela entrada triunfal do Carlos Eduardo, simplesmente adorei.
- Beijos.
- Beijos.
- Não, queres que fique com o Diogo.
- Não.
- Mãe, eu queria ficar contigo e com o pai!
- Vais com a Luísa, que o mano ainda é muito pequenino.
- Está bem mãe, mas vou ter muitas saudades tuas.
- Dá cá um beijo, à mãe e ao pai.
Os dois há tanto tempo esperavam este momento, despacharam todos os convidados, para terem a merecida, noite núpcias.
Carlos Eduardo ajudou Maria Eduarda a tirar o vestido de noiva.
- Enfim sós.
- Sim, minha bela adormecida.
- Ajuda-me a tirar o vestido de noiva, meu príncipe
- Sim, eu ajudo, minha bela adormecida.
- Eras, a mulher mais linda.
- Adorei, a tua entrada triunfal, quando chegaste, montado naquele cavalo branco.
Carlos Eduardo, agora olhava nos olhos de Maria Eduarda, beijava-a, sentia-o calor do seu corpo, sentia o seu cheiro, sentia-o seu coração a bater cada mais forte.
Maria Eduarda passou as mãos pelo peito dele, sentiu os seus músculos, entregou-se como se fosse a sua primeira vez. Olhou-o nos olhos e tirou a camisa dele para fora das calças, começou lentamente a puxar para cima e fez la deslizar pela cabeça. Beijou-lhe o peito, depois o pescoço.
Carlos Eduardo mordiscava a orelha de Maria Eduarda, enquanto as suas mãos traçavam um caminho pela espinha dela. Os seus dedos estremeceram no  soutien e desapertou-o, Carlos Eduardo beijou os seus seios carinhosamente. Maria Eduarda sentia a respiração da boca dele onde quer que tocasse.
Os seus corpos moviam-se num só, cada um tentando agradar ao outro. Maria Eduarda sentiu o seu corpo a vibrar de algo magnífico. Quando finalmente aconteceu, começou atingir orgasmos em longas sequências. Maria Eduarda estava exausta, o suor corria pelos corpos dos dois, quando acabaram de fazer amor.
Maria Eduarda adormeceu, nos braços de Carlos Eduardo, e ele ficou a vê-la dormir a seu lado.
De manhã Maria Eduarda abre os olhos e apercebe-se que Carlos Eduardo já não estava na cama. Não vendo, levantou-se em direção à cozinha, lá estava Carlos Eduardo a preparar o pequeno-almoço.
Maria Eduarda punha a mesa para o pequeno-almoço. Quando estava pronto, sentou-se no colo de Carlos Eduardo, e os dois falavam sobre o casamento, sobre a noite que tinham passado juntos.
- Gostaste de ontem à noite.
- Sim, parecia de novo uma adolescente.
- Eu era o teu primeiro namorado.
- Sim.
- Estás cada vez mais linda, deste-me dois filhos lindos e tens um corpo de fazer inveja a muitas mulheres.
- Ai, sim e tu és lindo de morrer.
- Como foi o nosso casamento para ti?
- Foi lindo, vais-me dizer onde desencantaste, aquela surpresa?
- Ontem quando chegamos, vi um cavalo branco, na casa onde fiquei e pedi-o emprestado.
- Fizeste bem, foi o melhor do nosso casamento, os nossos convidaram adoraram.
- E tu gostaste.
- Adorei, meu príncipe.
- Vamos terminar, o pequeno-almoço porque vamos passear.
Os dois terminaram o pequeno-almoço e foram passear. Os dois de mão dada, por aquelas ruas estreitas, foram ver os moinhos, o museu de usos e costumes, daquela aldeia.
- Olha Carlos Eduardo, que lindo são estes moinhos, nunca tinha visto nenhum.
- Quem gostava de estar aqui era a Mariana.
- Da próxima, vez trazemos a Mariana.
- Temos o museu, só para nós, isto não acontece em muitos sítios ou é mais umas das tuas surpresas
- Não é, podes ficar descansada.
 No dia seguinte, os dois foram para as termas.
- Temos que aproveitar estes dias.
- Vamos aproveitar ao máximo.
- Aqui o ar é diferente, é puro e o silêncio nem se fala, a calma.
Ao almoço foram comer um prato típico da região, arroz com chouriço.
- Que bom, conhecias este restaurante e não me dizias nada.
- Para a minha bela adormecida sempre o melhor.
- Sabe tão bem, que dá agua na boca, Carlos Eduardo.
Os dois iam embora, no dia seguinte
- Temos de vir cá mais vezes, mas dessa vez temos que trazer, a Mariana.
Os dois partiram de viagem, já com saudades, daquela gente hospitaleira. Nunca se iam esquecer daquela aldeia e daquele dia em que Carlos Eduardo apareceu montado num cavalo branco.





 João Telo

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