Chegou
o dia, que Mariana e Miguel tanto esperavam, o dia do passeio que Carlos
Eduardo tinha programado.
-Carlos
Eduardo, já falei com a Catarina e combinei com ela, de irmos ter a casa dela.
-
Certo, combinado Maria Eduarda, já tens tudo pronto?
- As minhas
coisas já estão prontas, as do Diogo também.
- As
minhas também estão prontas.
-
Mariana levas tudo, não te esqueces de nada?
- Levo
tudo, pai.
-
Amanhã partimos, vamos a casa da Catarina, como combinado.
No dia
seguinte, partiram com uma paragem, na casa de Catarina.
- Olá,
Maria Eduarda!
- Olá
Catarina!
- Tudo
bem, com vocês os dois.
- Sim,
connosco tudo bem.
- Como
está, o pequenino Diogo!
- Está
tudo bem, ele come tudo.
- Ele
é tão, querido.
- Olá,
Mariana!
- Olá
Miguel!
-
Vamos nos divertir muito, este fim-de-semana.
-
Também tenho essa sensação.
Partiram
todos em viagem, com destino a Bragança.
Carlos
Eduardo ligou o rádio, e no momento que ligou passava uma música da Paula
Fernandes.
-
Lembras-te, Maria Eduarda.
-
Lembro-me, como podia esquecer.
Carlos
Eduardo, enquanto a música passava na rádio, cantarolava.
- Eu sou o teu segredo
mais ocultoTeu desejo mais profundo, teu querer
Tua
fome de prazer, sem disfarçar
Sou a fonte de alegria, sou o teu sonhar
Sou a fonte de alegria, sou o teu sonhar
Eu
sou a tua sombra, eu sou teu guia
Sou teu luar em plena luz do dia
Sou tua pele, proteção, sou teu calor
Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor
Sou teu luar em plena luz do dia
Sou tua pele, proteção, sou teu calor
Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor
Eu
sou tua saudade reprimida
Sou teu sangrar ao ver minha partida
Sou teu peito a apelar gritar de dor
Ao se ver ainda mais distante do meu amor
Sou teu sangrar ao ver minha partida
Sou teu peito a apelar gritar de dor
Ao se ver ainda mais distante do meu amor
- Pai, para lá com isso.
- Não gostas, Mariana?
- Não, pai.
Carlos Eduardo desliga o rádio.
Chegados a Bragança, foram logo direitos ao
hotel, aí fizeram o check-in.
- Vamos levar as bagagens, para cima e instalamo-nos.
Foram
todos para os quartos e instalaram-se, Mariana foi logo experimentar a cama.
- Tem
uma cama bem, fofinha!
- Tem,
Mariana.
- Pai,
até tem uma televisão!
- Não
vai ser precisa, vamos passear muito.
-
Vamos almoçar, que já está na hora.
Depois
do almoço, foram cumprir o programa, que já estava estabelecido.
- Pai,
o que vamos ver?
- Já
vais, ver.
-
Chegamos.
- É um
castelo.
- Sim,
é o Castelo de Bragança que está transformado num museu militar.
Entraram
todos no castelo, Mariana e Miguel estavam admirados.
-
Mariana olha as armaduras, as espadas!
Carlos
Eduardo contou-lhes a da lenda da torre da princesa.
- Há muito, muito tempo atrás ainda Bragança não tinha esse nome,
diz-se que no castelo vivia uma princesa com o seu tio. Um dia a princesa
apaixonou-se por um belo jovem mas que era pobre, então ele decidiu ir para
fora à procura de riquezas e prometeu voltar quando fosse merecedor de casar
com ela. Quem não gostou dessa ideia foi o tio da princesa, que queria que ela
casasse com um cavaleiro seu amigo e que era rico, mas a princesa não aceitou.
O seu tio decidiu vingar-se. Então, uma noite mascarou-se de fantasma e entrou
por uma das porta do quarto da princesa fazendo-a prometer que casaria com o
cavaleiro, quando ela com tanto medo e estava quase, quase a aceitar casar
abriu-se a outra porta entrando um raio de sol que desmascarou o seu tio. Desde
esse dia a princesa nunca mais foi obrigada a quebrar a promessa que fez ao
rapaz por quem se apaixonou e ficou sempre a morar naquela torre, que até hoje
é conhecida pela Torre da Princesa e as portas do seu quarto conhecidas pela
Porta da Traição e Porta do Sol.
- Pai, nós os dois adoramos a história que acabaste de contar.
A seguir, foram ver o museu ibérico da máscara e do traje.
- Tantas máscaras, Mariana.
- Sim Miguel.
- Muitas são dos caretos.
- O que são os caretos?
- São homens que se disfarçam, e vão meter-se com as mulheres
solteiras.
- São bonitas, as máscaras pai.
A seguir foram ao centro ciência viva de Bragança.
- Miguel que giro podemos ver imensas experiências.
- Mariana, aprendemos coisas novas aqui, os planetas.
Chegaram ao hotel já cansados, de tanto passear.
- Hoje vou jantar e dormir.
- Vamos todos.
No segundo dia foram ver a aldeia de França e de Rio do Onor, à
tarde.
- Aldeia de França é uma aldeia típica, casas antigas.
- Tudo isto é lindo, Carlos Eduardo.
- Vamos fazer um piquenique aqui, junto ao rio.
- Gosto, diziam todos.
Há tarde, foram para a aldeia de Rio de Onor.
- Esta aldeia é uma das sete maravilhas, aldeias de Portugal.
- É uma aldeia portuguesa e espanhola. É última aldeia comunitária
em Portugal.
Ao terceiro dia foram visitar, o parque biológico de Vinhais.
- Isto é lindo, dizia Mariana e Miguel.
- Olhem tem patos, galinhas, burros, veados, mochos, vacas, etc.
- Aqui também tem um, centro interpretativo de raças autóctones.
Há tarde foram visitar o centro interpretação da natureza.
- Aqui conta-se a história da natureza do parque do montesinho, a
fauna.
- Existem máscaras também
Por último foram ver o museu do contrabando.
- Antigamente, a população desta zona ganhava muito pouco, e
levavam muita mercadoria para Espanha para vender e também traziam, muitas
vezes arriscando a própria vida.
- Como assim, pai?
- Antigamente, para entrar em Espanha, existia uma fronteira, hoje
as fronteiras estão abertas.
Chegou o final do programa, desse dia e regressaram ao hotel.
- Já me doem os pés, dizia Maria Eduarda.
- Eu também, já não aguento mais.
- Vocês as duas cansam-se logo, olhem ali aqueles três cheios de
energia.
- São muito novos.
- Vamos, mas é dormir.
No último dia nevou, já não houve passeio.
- Nevou a noite toda, já não vai haver passeio, hoje.
- Mariana, Miguel hoje não há passeio, nevou e continua a nevar.
- Vamos brincar, lá para fora.
- Boa ideia, Mariana.
- Vou-te mostrar a neve, Miguel.
- Todos foram ver a neve.
- Miguel pegas na neve, assim e atiras.
Vejam aqueles dois a brincar com a neve, escrevam o que vos digo,
daqui a uns anos, vamos ter casamento.
João Telo
Carlos Eduardo e suas histórias. Até parece alguém que conheço!😉
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