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Amor ardente


Carlos Eduardo agora acompanhava um grupo de turistas pela cidade de Vila Nova de Gaia, Mariana acompanhava o pai, já sabia a profissão que ia escolher no futuro.
- Pai, já sei o quero ser no futuro?
- O que queres ser.
- Guia turístico, como tu pai.
- Podes-me dizer porquê?
- Posso sim, porque gosto do que tu fazes.
- Para a próxima, vais comigo.
- Certo, pai.

No dia seguinte, encontraram-se com um pequeno grupo de turistas à porta do hotel.
- Bom dia a todos a todos podem entrar para a carrinha, vamos começar pelo solar dos condes de Resende.
Chegados ao solar dos condes de Resende, Carlos Eduardo deu uma breve explicação.
- Foi aqui que Eça de Queiroz, grande escritor português do século XIX, aqui viveu e aqui conheceu a sua mulher, como podem ver tem um enorme jardim. Podem tirar as fotos que quiserem, daqui a 15m teremos uma visita guiada.

Depois de verem solar foram visitar a casa museu Teixeira Lopes.
- Agora estamos na casa museu Teixeira Lopes. Teixeira Lopes era um grande escultor português, aqui está reunido todo o seu trabalho, veremos também as galerias Diogo Macedo.
Tiveram uma visita guiada, na casa museu Teixeira Lopes e quando terminou foram almoçar.

Depois do almoço foram visitar a quinta conde das Devesas e o seu jardim das Camélias e a seguir foram visitar o Sr. Da Pedra.
- Estamos no Jardim das Camélias, com 118 variedades de camélias, 91 das quais plantadas em Gaia, no século XIX e XX.
Depois da visita, à quinta do Conde das Devesas foram visitar o Sr. da Pedra.
- O sr da Pedra é a única igreja no mundo que está de costas para o mar, existe uma lenda nesta igreja.
Reza a lenda que quando os habitantes de Gulpilhares se preparavam para construir uma ermida ao Senhor da Pedra, no terreiro conhecido por arraial, era frequente aparecerem sobre os rochedos junto ao mar uma certa luz.
Todas as noites essa mesma luz misteriosa reaparecia fazendo os habitantes acreditar que seria um sinal do Céu.
Por este motivo, desistiram da construção da ermida no arraial e resolveram construir a capela no sítio onde a luz costumava aparecer, ou seja, em cima de um rochedo à beira-mar.
Nesse rochedo, atrás da capela, existe incrustada uma marca semelhante a uma pegada de boi.
Os habitantes desta terra acreditam ser de um boi bento (boi que afagava o menino Jesus na manjedoura) que por ali passara.
No final levou os turistas, para o hotel.
- Gostaram do passeio?
- Sim, gostamos muito
No caminho de casa, Carlos Eduardo passou por uma florista e resolveu entrar.
- Boa tarde!
- Boa tarde, em que posso ajudar!
- Gostava de levar uma rosa.
- Espere 5 minutos, enquanto faço um arranjo e já leva.
Sai da florista e vai direto para casa.
- Olá, Maria Eduarda, tenho uma coisa para ti, uma rosa, para a mais bela mulher do mundo.
- Obrigado és um amor, és o meu melhor sonho, o meu sonho realizado.
- Como foi o teu dia, Maria Eduarda?
- Correu bem.
- E o teu, como foi.
- O meu, um bocadinho cansativo, a Mariana é que está, mais cansada.
- Mãe estou mesmo cansada vou comer, ver televisão e depois vou dormir.
Mariana e o irmão Diogo, depois de verem televisão foram-se deitar.
- Mãe, já vou dormir.
- Eu também vou, mãe.
- Fazem bem, deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer.
Carlos Eduardo beija o pescoço de Maria Eduarda.
- Carlos Eduardo pára que, eles ainda podem aparecer por aí.
- Aparecem nada.

Enquanto no quarto, os dois irmãos, conversavam.
- Hoje o pai comprou uma rosa, para a mãe.
- O pai gosta muito da mãe!
- Gosta mesmo, o pai é muito romântico, quem me dera que o Miguel fosse assim.
- Vais ver, ele vai ser.

Voltando para Carlos Eduardo e Maria Eduarda.
És linda e bela.
Teus olhos são doces e ternurentos
Transmitem carinho.
Os teus cabelos são suaves e macios.
Tens um corpo de sereia.
Enfeitiçaste o meu olhar.
- Carlos Eduardo és tudo para mim, és o meu melhor sonho, o homem da minha vida.
- Quando-te vi, vi logo que eras a mulher da minha vida.
Carlos Eduardo beijou a boca de Maria Eduarda, sentiu a língua e uma chama ardente de desejo, que queria mais.
- Vamos para o quarto!
- Sim vamos.
Carlos Eduardo, agora olhava nos olhos de Maria Eduarda, beijava-a, sentia-o calor do seu corpo, sentia o seu cheiro, sentia-o seu coração a bater cada vez mais forte.
Maria Eduarda passou as mãos pelo peito de Carlos Eduardo, sentiu os seus músculos, entregou-se como se fosse a sua primeira vez. Olhou-o nos olhos e tirou a camisa dele para fora das calças, começou lentamente a puxar para cima e fez-la deslizar pela cabeça. Beijou-lhe o peito, depois o pescoço.
Carlos Eduardo mordiscava a orelha de Maria Eduarda, enquanto as suas mãos traçavam um caminho pela espinha dela. Os seus dedos estremeceram no  soutien e desapertou-o, Carlos Eduardo beijou os seus seios carinhosamente. Maria Eduarda sentia a respiração da boca dele onde quer que tocasse.
Os seus corpos moviam-se num só, cada um tentando agradar ao outro. Maria Eduarda sentiu o seu corpo a vibrar de algo magnífico. Quando finalmente aconteceu, começou atingir orgasmos em longas sequências. Maria Eduarda estava exausta, o suor corria pelos corpos dos dois, quando acabaram de fazer amor.
Maria Eduarda adormeceu, nos braços de Carlos Eduardo, e ele ficou a vê-la dormir a seu lado.

De manhã Maria Eduarda abre os olhos e apercebe-se que Carlos Eduardo já não estava na cama. Não vendo, levantou-se em direção à cozinha, lá estava Carlos Eduardo a preparar o pequeno-almoço.
- Eu é que devia estar aqui a preparar o pequeno-almoço!
- Mas estou eu.
Maria Eduarda segredava algo ao ouvido de Carlos Eduardo.
- Sabes uma coisa, tens fogo dentro de ti e eu gosto.
- Gostas. Nesse momento Carlos Eduardo beija Maria Eduarda.
- Adoro, deixas-me louca.

Tomavam o pequeno-almoço e os dois olhavam-se mutuamente.



João Telo



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