Mariana
e Miguel tinham agora 12 anos, já eram grandes namorados, andavam sempre
juntos, cúmplices um do outro. Andaram sempre juntos na escola e assim vão
continuar.
Catarina
agora trabalhava com Carlos Eduardo, na sua empresa de turismo. Catarina comentava
com Michelle o seu novo trabalho.
-
Michelle vou trabalhar, com o Carlos Eduardo.
- O
que vais fazer?
- Ele
tem uma empresa de turismo e vou levar os turistas a conhecer o Porto.
- Bem
interessante, no fim paras na minha gelataria.
-
Claro que sim, eles vão adorar.
A
função de Catarina era levar os turistas a conhecer o Porto, a conhecer sua
história, o que está por trás de cada rua, de cada monumento.
Michelle
foi a primeira acordar, e foi preparar o pequeno-almoço. Catarina acordou,
sentiu barulho vindo da cozinha e foi direta lá.
- Bom
dia, Michelle!
- Bom
dia, amor!
-
Dormiste bem.
- Sim,
hoje é o meu primeiro dia.
- Já
te estou a preparar o pequeno-almoço.
-
Estou a ver que sim e obrigado.
- Não,
tens que agradecer.
Depois
de tomarem o pequeno-almoço, acordou o Miguel.
- Olá,
Miguel dormiste bem.
-
Dormi, sim.
-
Tenho de ir, já está na hora. Levas o Miguel à escola.
- Levo
sim, tu não te esqueças de levar os turistas à, minha gelataria.
-
Podes ficar descansada, que não me esqueço, beijos.
- Beijos.
O
ponto de encontro, com os turistas era no cais de gaia.
- Olá
a todos, eu vou ser a vossa guia espero que gostem da visita à cidade do Porto.
Catarina
começou a sua visita.
-
Começamos pelo cais de gaia.
A seguir iam atravessar, a ponte D. Luiz.
-
Vamos atravessar a ponte d. Luiz, uma ponte com 130 anos de existência, como
estão a ver constituída por dois tabuleiros, em ferro, no tabuleiro superior
passa o metro e no inferior passam os carros. Ainda hoje é considerado o maior
arco do mundo em ferro forjado.
-
Agora que já atravessamos, estamos na ribeira do Porto, estão a ver estas duas
peças em aço, em ambas as margens, aqui existia uma ponte,” a ponte das
barcas”, com 20 barcas. Os franceses na segunda invasão entraram de forma
inesperada, os populares tentaram escapar ao avanço das tropas
francesas e precipitaram-se para uma ponte no rio Douro, construída por barcas
que acabou por ceder. Morreram cerca de quatro mil pessoas.
Depois
de saíram da ribeira dirigiram-se para a rua das flores.
-Do
vosso lado esquerdo, encontra-se o Palácio da bolsa, um local a visitar,
destacando-se o salão árabe, mistura de estilos neoclássicos.
Dirigiram-se para a rua das flores.
-Agora estamos na rua das flores, abertura
desta rua ocorre num tempo de prosperidade para a cidade, e desenvolvimento
económico, com uma das emblemáticas fachadas, barrocas do Porto, a igreja da
Misericórdia, autoria de Nicolau Nazoni.
Caminharam mais uns metros, até estação de S.
Bento.
- Esta estação é célebre pelos seus azuleijos,
são cenas passadas da história de Portugal e cenas passadas nas aldeias de
Portugal daquela época.
Saíram da estação, dirigiram-se para a avenida
dos aliados, onde puderam ver a estátua de D. Pedro IV.
- Estão a ver a estátua do primeiro imperador
do Brasil, D. Pedro I e D. Pedro IV de Portugal.
D. Pedro, os seus pais e o seu irmão, tiveram de fazer uma retirada
estratégica, estávamos a ser invadidos por Napoleão, o general que comandava as
tropas quando chegou ao terreiro do paço, (cais donde os barcos partiam, em
Lisboa), viu o barco ao longe. Fomos invadidos três vezes, pelas tropas de
Napoleão e nunca conseguiram conquistar o nosso país, Napoleão no testamento,
escreveu que o único rei que o enganou foi o português. Quando tudo acabou os
portugueses começaram a ficar descontentes, o lugar do rei é em Portugal, não
no Brasil. D. Pedro ficou. Passados uns anos o pai morreu, D. Pedro era o mais velho e não podia ser
imperador do Brasil e rei de Portugal ao mesmo tempo. Deu trono ao irmão, se
cumprisse a constituição, mas o irmão não cumpriu e quis que Portugal se
tornasse um regime absolutista. Rei D. Pedro voltou para Portugal, desembarcou
perto do Porto, a cidade esteve cercada durante um ano.
- Agora estão a ver o Hotel intercontinental,
também conhecido como palácio das cardosas.
No final da guerra que D. Pedro IV ganhou, os
mosteiros foram vendidos em hasta pública, este edifício também era um
mosteiro, vendido em leilão, o Manuel Cardoso comprou-o, queria torna-lo numa
pensão, as obras demoraram muitos anos e acabou por falecer, quem continuou o
legado foi a viúva e a filha daí o nome palácio das cardosas.
Subiam agora para ver a livraria lello.
- Estamos a ver do nosso lado direito a
livraria mais bonita do mundo, galardoada com imensos prémios. Inaugurada em
1906, com uma fachada em arte nova, as escadarias são também conhecidas por ser
inspiração da livraria onde Harry Potter conheceu Gilderoy Lockhart no livro
"Harry Potter e a câmera dos segredos”.
Daí seguiram até à torre dos clérigos.
- Estamos a ver a torre dos Clérigos, de Nicolau
Nasoni, construída no séc. XVIII, com 240 degraus, 76m de altura. O objetivo do
deste edifício, em que se encontra a torre dos clérigos, prestar assistência ao
clero. Foi criada uma irmandade, a irmandade dos clérigos pobres.
Agora que já vimos, a torre dos clérigos vamos
ver a cadeia da relação estiveram aqui muitos presos ilustres, como por exemplo
camilo Castelo Branco preso adultério, e o Robim dos bosques português, Zé do
Telhado, hoje é o centro português de fotografia.
Dirigiram-se para o final, para os jardins do
palácio de Cristal.
- Aqui existiu um palácio, como em Londres, o
Cristal Palace, construído para a exposição internacional do Porto, em 1865,
que contou com três mil expositores vindos do mundo inteiro, e em 1951 foi
demolido, dando lugar a este pavilhão que estão a ver, o pavilhão rosa mota. Para
a realização dos Campeonatos Mundial e Europeu de Hóquei em Patins em 1952.
Como Podem ver a avenida das Tílias que passa
ao lado da Concha Acústica onde se realizam espetáculos em qualquer estação do
ano e mesmo com as árvores despidas.
Capela Carlos Alberto foi construída em
homenagem, ao príncipe Carlos Alberto, da Sardenha, veio exilado e escolheu o
Porto, porque o Porto sempre lutou pela liberdade e pelos ideais da liberdade.
Quando morreu a irmã em homenagem mandou construir uma capela, ali onde o seu
irmão tinha vivido.
Podem ver aqui as mais bonitas vistas sobre a
cidade, com ambas as marginais do Porto e de Gaia, e o rio Douro a correr para
o mar.
No final do dia, Catarina regressa a casa, já
cansada.
- Olá,
Michelle!
- Olá
catarina!
Dão um
beijo as duas.
- Como
foi o teu dia, Catarina.
-
Cansativo, o Miguel.
- O
Carlos Eduardo o levou-o.
-
Estou a ver um filme.
- Que
filme é?
-
Could mountain.
- O
Carlos Eduardo, já tinha falado uma vez.
Catarina
tirou os sapatos e juntou-se com Michelle, para verem as duas bem juntinhas o
filme.
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